Mais um ano, o povo fixo-o

Mais um ano e mália as trabas e impedimentos dos que cada ano tentam que o nosso projecto nom siga adiante, a selecçom galega voltou ao terreno de jogo da mão de Siareir@s Galeg@s, coincidindo com o nosso XV aniversário.

As actividades começarom a primeira hora da tarde com umha exibiçom de combate medieval por parte da SCEA (Sala Compostelá de Esgrima antiga) e o tradicional aberto de bilharda da LNB. A continuaçom, e depois dos impedimentos da Guarda Civil, que solicitava documentaçons de responsaveis, saia a manifestaçom nacional do campo de futebol. 500 pessoas percorrerom os caminhos e ruas de Cacheiras baixo o lema: 15 anos luitando polas selecçons nacionais!. As 20:30h voltava a manifestaçom ateigando o campo de futebol com mais dum milhar de pessoas que arrouparom à Irmandinha durante o jogo contra a República Árabe Saaraui Democrática. Antes do encontro fixo-se um pequeno ato no que se exigiu justiça no caso de Ezequiel Mosquera e se lerom discursos a prol da oficialidade da nossa selecçom e da igualdade de gênero no desporto. O jogo começou com o saque de honra do ciclista galego e decorreu num ambiente de festa e irmandade entre o povo galego e o povo saaraui e ainda que Galiza ganhou por 2 – 1 (com golos de Verónica Boquete e Jimmi), o que menos importava era o resultado.

Rematado o encontro começarom os concertos que fechariam a jornada. Umhas 400 pessoas acudirom ao campo da festa para disfrutar dos grupos galegos Invivo, Contra as Cordas e Bastards on Parade e os cataláns Opció K-95.

Desde Siareir@s Galeg@s valorizamos as nossas jornadas como um gram sucesso no que o movimento galego respostou, mais um ano, apoiando a oficialidade da selecçom numha jornada totalmente autogestionada. Nom só nom contamos com apoio institucional, se nom que cada vez atopamos mais impedimentos por parte das instituiçons e dos corpos de repressom do estado. Este ano, ademais dos impedimentos da federaçom para deixar participar @s jogador@s, também a Guarda Civil presionou ao concelho de Teu para impedir que os nossos atos decorreram com normalidade.

Nom nos esquecemos de toda essa gente que aportou o seu para que estas jornadas se levaram a cabo. Queremos assim agradecer o trabalho e a colaboraçom de cada umha delas, assim como a assistência desse milhar de pessoas que acudirom o dia 23 a Teu. Nom temos o apoio da federaçom, nem dos clubes, nem das instituçons públicas, nem dos meios. Mas tampouco o queremos nem o precissamos. Temos um povo galego digno capaz de respostar ante estes ataques e de fazer sua as nossas reivindicaçons. Mais um ano demonstramos que tod@s junt@s podemos faze-lo.

UMHA NAÇOM, UMHA SELECÇOM!

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